Aconselhamento de Casal

 


Há um aspecto simbólico importante em um casal que caminha de mãos dadas. Além do contato físico e das eventuais trocas químico-elétricas, há um ajustamento dos passos e isso nos remete a um mais amplo caminhar juntos.

Um casal se une com o objetivo não explícito e, na maioria das vezes inconsciente, de fazer parte.

Fazer parte, conforme detalhamos em Pertinens, é uma necessidade instintiva, isto é, está além de propostas racionais.

Buscamos constituir um castelo onde nos sentimos fortes, amparados, reconhecidos e acolhidos em nossas qualidades e defeitos, forças e fraquezas. Com uma pessoa, diferente de nós, construímos um lugar no qual nos sentimos bem, seguros, confortáveis e queridos.

A Natureza (nossas tendências instintivas) nos leva a esse encontro e da mesma forma, com o tempo, essas mesmas tendências instintivas podem fazer com que haja o desencontro. A partir dessa constatação são tomadas decisões e uma delas é soltar as mãos. Talvez uma mão no ombro, eventual – aparências!

Pequenas decisões e atitudes que vão gerando efeitos e novas atitudes... originadas nas emoções e, eventualmente, deixamos de ser agentes ativos no direcionamento consciente do relacionamento.

Nesse caso uma decisão consciente de analisar o processo real que vai transformando uma relação amorosa em uma relação burocrática, pode encontrar no aconselhamento conjugal o instrumento adequado de reconstituição.