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Sim, são coisas diferentes, mas é comum tomarmos uma pela outra porque o ciúme é socialmente mais aceito que a inveja.
Em sua origem “inveja” quer dizer “olhar exageradamente” e, dessa forma, sem uma maior preocupação com a precisão, poderíamos dizer que o ciúme tangencia a inveja.
Embora não seja difícil identificar um e outro, não é fácil admitirmos que estamos sentindo inveja da pessoa que acreditamos amar!
“Olhar muito para o outro” pode fazer com que julguemos que ele está “bem demais”. Se estiver “bem demais” em companhia de alguém que potencialmente pode de lhe ser atraente, isso pode nos deixar inseguros, com medo de “perder”, ser trocado(a).
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Podemos pensar, às vezes, que nossa vida “não tem sentido”. Isso pode ser um indicador de uma possível depressão, ou pode refletir uma situação “de fato”, como por exemplo, no caso em que essa queixa esteja associada à qualidade do relacionamento afetivo. O que pode estar acontecendo é que não estamos “sentindo”, não estamos percebendo “sentimento” em nossa vida, talvez porque nosso relacionamento acabou ficando limitado ao plano racional e objetivo (trabalho, casa, filhos, etc.).
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É preciso que esse amor tenha expressão: atitudes amorosas.
Parelha é um par de bois (jumentos, cavalos) que puxam carroças, normalmente bem pesadas. Usa-se uma parelha para transportar muito peso; tarefas extenuantes.
Parelha, em sua origem latina, quer dizer “parzinho”. Será que é por isso que em castelhano se diz de um casal “pareja”?
O relacionamento afetivo é inicialmente sempre fácil e muuuito saboroso. Nessa fase somos muito expressivos e nos dedicamos ao outro porque:
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Minha filha se interessou pelo Frankenstein e lembrei-me que citei a história escrita pela Britânica Mary Shelley em 1818, em um texto para pais e mães. Por alguns anos dediquei-me a divulgar a importância do cuidados maternais/paternais na formação emocional de seus filhos. Esse trabalho gerou o livro “O Poder dos Pais na Formação...”.
Naquele texto resumi a história do Frankenstein:
“Com as melhores das intenções alguém resolve gerar a vida ou ressuscitar mortos e, pelas dificuldades da empreitada, consegue o intento mas o ser revivido, este tem uma aparência grotesca com seus membros destoantes e costuras assustadoras (enfim, é diferente da maioria). Naturalmente um ser
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É comum que a expressão do afeto (amor) seja intensa durante a paixão. Quando estamos apaixonados nos sentimos bem ao olhar para o outro, ao ouvir sua voz, ao perceber sua presença. Como o outro está, também, nos admirando, fornece-nos o alimento emocional: o reconhecimento da nossa importância. Como resultado dessa interação vivenciamos um período de intensa felicidade, na maioria dos casos jamais sentida.
Vem então o dia-a-dia e a presença do outro deixa de ser um estímulo,
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Somos imbuídos na certeza de que “amar” não requer prática nem habilidade. Vamos pensar um pouco nisso.
Coloquei as palavras Aptidão e Habilidade provocando um contraste com Amar, contraste esse que existe apenas em nosso sentimento pois podemos verificar que:
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o sentimento de amor é aprendido (podemos estar ou não aptos para amar) e
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o relacionamento amoroso depende de ações, atitudes, comportamentos, que estão sob o domínio da razão, podendo ser, então, desenvolvido (ou não) como uma habilidade
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Foi em meio ao movimento do “amor livre” e início da “libertação feminina” que surgiram as piadas sobre a queixa feminina: - Você não me ama mais!
Os homens continuavam os mesmos com seus eixos fixados no âmbito racional o que fazia com que, apenas no curto período da paixão, demonstrassem sua emoção. Em função disso, após um determinado tempo de casados, seus comportamentos eram definidos pela razão e pela lógica.
“Você não me ama mais” era a percepção feminina
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Confundimos frequentemente o ato de amar, a atitude amorosa, com a paixão. Dizemos que sentimos amor quando estamos apaixonados. Nossos sentimentos são ambivalentes em relação a esse estado alterado de consciência: desejamos intensamente sentir a paixão e, na mesma proporção a tememos.
Desejamos e tememos esse amor (na verdade a paixão), pelos mesmos motivos: nesse estado alterado de consciência nos sentimos leves, livres, corajosos, poderosos (e por isso ousados), criativos, descolados, intensos, etc.. Tememos porque, por nos sentirmos assim, somos capazes de tomar atitudes que em nosso estado natural de consciência não tomaríamos.
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Um dos efeitos das mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas, principalmente a “libertação feminina”, é a inversão do desejo de receber a antiga “prova de amor”.
Naturalmente isso é uma piada: na antiga sociedade (até 1950) na qual as mulheres deveriam ser puras e recatadas, a artimanha masculina mais propalada era pedir a tal prova de amor.
Não é piada, no entanto, que hoje um número cada vez maior de mulheres precisam da “prova de amor” masculina. Como provar?
Escrevi em vários textos sobre as características do “amor”, relacionamento e atitudes amorosas (veja, por exemplo, Os Nomes do Vínculo de Amor), mas nenhuma das características que podemos elencar indica com tanta proximidade os principais indicadores do significado do “amar”, como a
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Descrevo como em uma caricatura, enfatizando os traços. Sei que você não age dessa forma extremada, mas a caricatura pode facilitar que você identifique os comportamentos que se aproximam desses extremos.
O mais frequente é que não tratemos nosso par com cuidado, nem com atenção e mesmo respeito. Frequentemente me dizem: - “com um estranho ou alguém com quem tenho contato superficial, preciso ser mais cuidadoso, com meu par, como tenho mais intimidade, posso ser “eu”, relaxar. Pense nisso; avalie, você também acha que seu par não merece algum cuidado?
O homem não se ressente de dar uma olhada frequente nos pneus do carro e nem de semanalmente
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A forma como se dava a formação masculina e feminina nos últimos séculos, se não definia, ao menos reforçava diferenças significativas na qualidade e força dos vínculos intracasal e familiais.
O desenvolvimento, substanciação e expressão do afeto eram estimulados nas meninas na mesma medida em que o bloqueio, restrição ao desenvolvimento e repressão o eram nos meninos. Com isso obtinha-se o resultado visível de uma aparente inconsistência nos vínculos masculinos; uma certa facilidade de rompê-los e a qualidade de mantê-los através da “responsabilidade” de cuidar como provedor.
Das inúmeras diferenças de linguagem entre o homem e a mulher, esse aspecto era o responsável pelo padrão de, diante do envolvimento sexual com outra mulher, o homem poder dizer: “não significou nada”, e a mulher se indignar: “como não significou nada? E eu, não significo nada?”.
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Em alguns outros textos trato dos motivos que levam duas pessoas a se aproximarem e desejarem ficar juntas: a paixão (normalmente dizemos “amor”).
O que os leva a permanecerem juntos?
Converso com pessoas que querem continuar juntas, mas não veem bons motivos para isso (dizem: “o amor acabou”). Converso com pessoas que não querem separar-se, mas não encontram motivos que justifiquem estarem juntas (dizem: “mas eu amo”).
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Estar bem implica em ter um lugar no mundo. Sentir segurança também. Sentir-se “igual”, poder relaxar, sorrir, rir, sentir-se capaz de construir pressupõe ser aceito(a), ser reconhecido(a). No mundo simbólico esses (bons) sentimentos estão resumidos no “sentir-se em casa”.
Onde é sua casa?
Há várias sensações que indicam o desconforto de não estar “em casa” e são frequentes:
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Ouço frequentemente: - “Ele(a) não me ama na mesma proporção que eu o(a) amo”. Podemos não dar atenção alguma ao fato de nos sentirmos amados, porém reagimos de maneira significativa ao não nos sentirmos amados.
No meu ´livro “O Poder dos Pais no Desenvolvimento...” descrevi como não cometer alguns erros básicos na formação dos filhos e um deles é “como evitar o sentimento de rejeição”.
Normalmente pais e mães não rejeitam seus filhos, mas independente da rejeição acontecer de fato, algumas atitudes podem gerar o sentimento de rejeição. O sentimento de rejeição surge da percepção de como somos tratados e não do fato de sermos realmente tratados desta ou daquela maneira.
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