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| Matrix |
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Caso não tenha visto o filme, uma última oportunidade antes que continue lendo: - Não quer mesmo descobrir que além da sua inteligência você pode ampliar sua percepção adentrando para o que poderíamos chamar de sabedoria? Bem, eu tentei!
Neo aparece com a possibilidade de ser “o escolhido”. Há muitos momentos de dúvidas de todos; o próprio Neo, Trinity e os demais (exceto Morpheus, deus dos sonhos na mitologia grega, pois ele sonha e com isso transforma a realidade). A transformação de Neo se dá efetivamente quando Trinity confessa que ele é o eleito por ela (o escolhido conforme a versão em português - está apaixonada por ele, tem afeto por ele, logo, é afetada por ele). Por ser o eleito, ele ressuscita como um novo homem (um super-homem!). Aqui, na realidade, o mesmo se dá conosco: quando estamos apaixonados nos sentimos mais fortes, poderosos, nosso humor quase que fica estabilizado no positivo, nos tornamos mais intensos e criativos. Naturalmente nos tornamos mais ousados, e com os temores reduzidos... casamos! Com a equidade feminina isso já não é tão fácil porque essa equidade é, digamos... relativa e o temor masculino fica intensificado: e se ela não assumir a equidade? E se ela “brigar” pela equidade? E se...? Amplia-se a possibilidade de comparação e cobrança. O homem tenta retomar parte do papel antigo, no que é criticado ou restringido. Juntar-se é a forma moderna de união e estatisticamente majoritária. Essa forma nos oferece mais garantias? Atualmente nenhuma; apenas o aumento da possibilidade do separar-se, não por facilidade legal, que não há nenhuma, mas subjetiva – maior disponibilidade emocional porque não rompe com o arquétipo cromossômico da “união”. Na lógica masculina é freqüente o pensamento: - “se estiver bem, casamos”, porém essa lógica é... totalmente ilógica; não é assim que a união acontece; essa certeza e linearidade que ouvimos em canções como “for ever Young”, “só quero saber do que pode dar certo” “be happy”, essa linearidade racional é que efetivamente é pura fantasia!. Como fator adicional, ao juntar-se, pode acontecer de um dos componentes do casal não sentir-se “o escolhido” – eleito, e o sentimento de não ser querido(a) tende a minar o relacionamento e corroer o vínculo. Esse vínculo deve ser necessariamente forte? Hoje ainda precisamos dele (veja Pertinens), mas talvez estejamos às portas de um novo modo de estarmos juntos. O ruim é que só teremos certeza disso em algumas décadas, talvez um século ou mais e, enquanto isso não ocorre, sofrem os casais... e também os frutos desses relacionamentos. |