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| O Campo dos Sonhos (qualidade do vínculo) |
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Com Kevin Costner. Vendo este filme, quem precisa se manter apenas na lógica pode achá-lo muito “nas nuvens”; quem embarca facilmente em exoterismos... cuidado. Ele é um belo poema que mostra os reflexos da nossa formação nas nossas atitudes quando adultos. O personagem de Costner percebe que perdeu a capacidade de “sonhar” (desilusão), como o pai, quando tem a mesma idade dele. Empreende então uma aventura permitindo que outros também recuperem o élan vital: Moonlight consegue então fazer a escolha consciente do rumo da sua vida; Terence Mann (talvez uma homenagem a Thomas Mann, filho da brasileira Julia da Silva Bruhns, pelo seu livro mais famoso que descreve a decadência de uma família), volta a escrever. Esqueça todo o enredo, o baseball e o psicologês que mencionei em parte acima, e concentre-se na relação familiar (afetiva) de Costner. O relacionamento do casal, naturalmente também ampliado pela lente do romance, é um exemplo excelente que expõe um atributo que implementa a qualidade do relacionamento: a predisposição positiva em relação ao outro. Faço essa indicação porque a predisposição negativa em relação ao par é o fator mais freqüente quando há baixa qualidade no relacionamento. Observe quando surge no filme a pergunta: - Aqui é o paraíso? E, se quiser me envie seu comentário sobre a pergunta e a resposta. |