Mais
Contato
| OK, Você Venceu! |
| Written by Carlos Messa | |||
|
A Ordem Social na qual vivemos se baseia na competição e gostemos ou não seguimos suas regras. É freqüente, por isso, que nossa vida pessoal e nesta incluo a relação afetivo-sexual duradoura, seja imperceptivelmente, mas insidiosamente, contaminada por esse perfil. A relação afetiva tende a ser contributiva inicialmente, mas aos poucos somos dominados por atitudes não só contrárias à cooperação, mas especialmente irracionais. Socialmente nossa mente é “treinada” para perceber (sentir) uma perda sempre que o “outro” ganha algo: sempre que há uma promoção na empresa e o promovido foi outro, “sentimos" que perdemos essa promoção. No esporte o jogo final de um campeonato apresenta ao final o vencedor e o perdedor (e não o vice-campeão ou segundo colocado). Dessa forma é que um relacionamento “afetivo” se transforma em disputa onde “tenho” que vencer para evitar ser o que perdeu! Falácia! Em um relacionamento amoroso, quando um ganha o outro ganha também, porém é freqüente que não consigamos perceber isso caso estejamos “contaminados”. Nesse caso não podemos ajudar o outro a ganhar porque sua vitória gera o sentimento de derrota. Que “casal” é esse? Na terapia de casal muitas vezes precisamos separar "vencer" de "derrotar"; um não implica no outro em uma relação de afeto. No relacionamento amoroso a colaboração é a base da relação; ajudar o “outro” a ganhar torna-se um prazer e o prazer do outro ao “vencer” reverte em nosso prazer; na seqüência o “outro” vai ajudar-nos a vencer. Esse é o círculo vicioso positivo ou “círculo virtuoso”. Vamos tentar?
|