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| Sentir-se Amado(a) |
| Written by Carlos Messa | |||
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No meu ´livro “O Poder dos Pais no Desenvolvimento...” descrevi como não cometer alguns erros básicos na formação dos filhos e um deles é “como evitar o sentimento de rejeição”. Normalmente pais e mães não rejeitam seus filhos, mas independente da rejeição acontecer de fato, algumas atitudes podem gerar o sentimento de rejeição. O sentimento de rejeição surge da percepção de como somos tratados e não do fato de sermos realmente tratados desta ou daquela maneira.
Isso quer dizer que tratamentos considerados pelos pais como naturais, “normais”, podem gerar no filho o sentimento de insuficiência, inadequação, de não corresponder às expectativas, de ser um “peso”, isto é, de não ser querido/desejado. Carregamos isso como nossa “bagagem” e esse sentimento compõe o perfil do indivíduo adulto ao gerar atitudes de afastamento (timidez?), desconfiança, independência/rebeldia, agressividade (para evitar o vínculo que poderá machucá-lo se rompido), passividade (depressão?), entre outros.
No relacionamento afetivo-sexual, além da sensação de “amar mais do que é amado(a)”, é frequente o sentimento de “ser traído”. Mesmo que não haja a traição no âmbito sexual, o sentimento de ser traído(a) pode surgir de ocorrências banais: a importância que o marido ou a esposa dá às relações com sua família de origem; a atenção “especial” a um amigo, ao trabalho, aos estudos, carreira, etc., além de coisas que o outro não faz (e supostamente deveria fazer), como por exemplo procurar sexualmente com mais frequência (ou o contrário: só o(a) procura para sexo), olhar mais demoradamente, perguntar sobre algo que já haviam conversado e estava pendente, em síntese: valorizar e demonstrar atenção, interesse, cuidado. Naturalmente o sentimento de rejeição pode levar casais à separação e os motivos percebidos podem ser variados: o amor “acabou”, ele(a) exige demais, relacionamento extraconjugal (de quem se sente rejeitado ou do outro), ele(a) não me ama, ou mesmo abstrações como: ele(a) não planeja o nosso futuro. Quando entramos em um relacionamento levamos em nossa bagagem a nossa história e recebemos alguém também com sua história como bagagem. Nem sempre temos consciência da nossa história e menos ainda do quanto nosso comportamento é influenciado por ela. Também não sabemos sobre os comportamentos que o outro traz em sua bagagem. Por isso é necessário que estejamos dispostos a lidar e aperfeiçoar alguns aspectos da nossa formação e termos a delicadeza de entender e ajudar o outro com sua “bagagem”.
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