Relação Amorosa – Sexo e Afeto
Written by Carlos Messa   

 

São inúmeros os fatores que podem motivar a busca pela psicoterapia de casal. A relação “esfriou” é um sentimento comum porém o mais freqüente é uma disputa consciente ou não, expressa de diversas maneiras, sendo bastante freqüente o sentimento de não estar recebendo (carinho, atenção, respeito) em nível satisfatório.

Parte dessas ocorrências tem a questão sexual como instrumento na disputa inconsciente (A Guerra Conjugal – Dalton Trevisan – Joaquim Pedro de Andrade) que pode acontecer de forma mais ou menos explícita.

Essas questões podem ser somatizadas, parte delas nos órgãos genitais, porém em muitos casos a busca de problemas físicos resulta negativa e, por exemplo, uma eventual queda da freqüência e interesse sexual do casal se respalda na instrumentalização do sexo em questões cujo cunho original é outro.

O desinteresse sexual, vaginismo, ejaculação precoce, dores durante a relação, disfunção erétil entre outros problemas podem ser os indicadores que levam um casal à busca do tratamento.

Um dos pontos delicados a ser considerado é se a questão deve ser tratada em uma terapia de casal ou em psicoterapia individual. Não há uma regra a ser seguida pois o problema pode ser identificado em um dos cônjuges porém a questão pode estar na relação. Da mesma forma a pessoa pode sentir-se melhor elaborando a questão individualmente para depois, com uma visão mais ampla, alcançar consistência para iniciar a terapia do casal.