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Written by Carlos Messa
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Nascimento, desenvolvimento e "morte" de uma relação afetiva duradoura.
Já foram feitas analogias relacionando o desenvolvimento de empresas ao desenvolvimento humano. Há um livro que fala do nascimento, desenvolvimento e da “morte” de organizações. Com o relacionamento afetivo-sexual podemos encontrar também etapas de desenvolvimento... ou não.
Como já tratei em outros textos o relacionamento afetivo começa freqüentemente através da paixão. Essa fase, no entanto, é aquela na qual já podemos “ver” a relação acontecendo. Há etapas anteriores que mostram o real nascimento de uma relação.
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Written by Carlos Messa
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A descoberta de que há uma terceira pessoa no relacionamento afetivo-sexual duradouro provoca reações intensas, muitas vezes dramáticas, e algumas vezes leva a ser considerada a qualidade do vínculo que o casal vinha mantendo.
A decepção é inevitável e o mais freqüente é que, ao menos na superfície, culpe-se alguém de traição e associe-se esta ao mau-caráter.
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Written by Carlos Messa
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Não paramos para pensar nisso, mas agimos como se fosse inerente à natureza humana saber amar. Não é.
Aprendemos o apego, o afeto, a empatia em nossa primeira infância. Nossos receptores de informações do mundo externo surgem quando estamos ainda no útero e, através deles vamos aprendendo a sentir. Levamos cerca de 20 anos (mas precisamos cada vez de mais tempo) para processarmos as informações percebidas e sentimentos que elas nos provocam, de forma integrada com a nossa lógica e julgamento.
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Written by Carlos Messa
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O relacionamento entre duas pessoas é difícil. Não aprendemos relacionamento na escola; aprendemos sexo, inclusive oficialmente em aulas predeterminadas no “curriculo” escolar.
Amar surge da paixão e se expressa nas atitudes conscientes de dedicação ao outro.
Amar não dói! O que dói é a percepção de que não somos amados.
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Written by Carlos Messa
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Naturalmente pensamos que o melhor é amar e ser amado(a), mas nem sempre agimos nessa direção! Vejamos:
Vamos imaginar uma criança que obteve boas notas na escola e vai mostrar à uma pessoa que lhe é significativa. Essa pessoa (normalmente o pai ou a mãe) pode ser dedicada ao desenvolvimento da criança e deseja que ela obtenha bom rendimento escolar, porém “acredita” que a criança é inteligente, esforçada, etc. e que, obviamente, obterá bons resultados nas avaliações escolares. Em função disso, quando a criança mostrar sua boa nota, esse pai ou mãe, ocupado em outra atividade, não dará muita atenção, dizendo de forma automática: - Ah, ótimo; vai fazer a lição.
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Written by Carlos Messa
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É preciso que esse amor tenha expressão: atitudes amorosas.
Parelha é um par de bois (jumentos, cavalos) que puxam carroças, normalmente bem pesadas. Usa-se uma parelha para transportar muito peso; tarefas extenuantes.
Parelha, em sua origem latina, quer dizer “parzinho”. Será que é por isso que em castelhano se diz de um casal “pareja”?
O relacionamento afetivo é inicialmente sempre fácil e muuuito saboroso. Nessa fase somos muito expressivos e nos dedicamos ao outro porque:
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Written by Carlos Messa
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Somos imbuídos na certeza de que “amar” não requer prática nem habilidade. Vamos pensar um pouco nisso.
Coloquei as palavras Aptidão e Habilidade provocando um contraste com Amar, contraste esse que existe apenas em nosso sentimento pois podemos verificar que:
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o sentimento de amor é aprendido (podemos estar ou não aptos para amar) e
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o relacionamento amoroso depende de ações, atitudes, comportamentos, que estão sob o domínio da razão, podendo ser, então, desenvolvido (ou não) como uma habilidade
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Pode acontecer de uma criança ou adolescente ficar estarrecida ao descobrir que um bebê se alimenta apenas de leite (preferencialmente o materno). Essa estupefação acontece porque quem faz essa “descoberta” consome diversos alimentos, sólidos e líquidos, de diferentes origens e propriedades nutricionais. Não nos damos conta, mas o bebê precisa também de um segundo alimento para manter-se saudável: contato humano. O bebê precisa do contato físico, de ouvir a voz, de aprender a reconhecer, a responder a seu cuidador. Sem esse segundo alimento o bebê não se desenvolve adequadamente (alguns chegam mesmo a morrer).
Esse contato humano se reveste de carinho, afeto, intimidade, emoções
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Written by Carlos Messa
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Em outros textos tratei da nossa necessidade do “outro”; buscamos nele o afeto consistente. Expressamos isso na pré-adolescência ao buscarmos a amizade “verdadeira”; na adolescência queremos o amor “verdadeiro” e na maturidade questionamos o que há de errado: “o amor acabou?”.
Essa dúvida frequentemente é levada à terapia de casais.
Precisamos do “outro” para legitimar a nós mesmos – nossas qualidades, valores, importância. Precisamos do afeto consistente para nos sentir seguros.
A necessidade de obtermos essa consistência surge da consistência ou não que obtivemos quando nossa vida se resumia praticamente à vida sensorial e emocional. Das nossas vivências nessa época é que gravamos de forma indelével o quão importante é a consistência (para nós). Esse traço “de personalidade” – essa marca – influirá no como nos relacionaremos na vida conjugal.
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Written by Carlos Messa
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Artigo publicado na revista Psique - Ciência e Vida n. 55.
Trata do casamento moderno (1750-1950) sob a influência da Liberdade, Igualdade e Fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité) e as dificuldades que temos hoje em conciliar a liberdade não só da escolha do cônjuge como também de nos desfazermos dele, a igualdade de direitos entre os gêneros masculino e feminino e a fraternidade, cada vez mais rara nas uniões legais ou não, face ao individualismo estimulado pela sociedade.
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